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Libri Todos os Corpos de
Pasolini
OPINIÕES
DA CRÍTICA
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Quem
matou Pasolini? Um prostituto homofóbico ou um grupo de fascistas?
Um bando de marginais ou agentes da polícia secreta? Perguntas que
permanecem irrespondidas. Dado por encerrado, o caso foi reaberto 30 anos
após a condenação do único assassino confesso,
com sua súbita revelação de que, ao contrário
do que sempre afirmara, não fora o único a matar o poeta.
Com a nova versão de Pelosi, as últimas e mais absurdas teorias
sobre o crime concebido pela vítima como "rito cultural" caem por
terra. Definitivamente, Pasolini não precisava dessa morte para
inscrever-se entre os maiores poetas do século XX.
Resgatar o escritor italiano do peso sensacionalista que se abateu sobre sua produção e vem soterrando-a sob a massa de uma visibilidade escandalosa é o que Luiz Nazario faz no presente livro em que afloram, em suas reais dimensões, todos os corpos de Pasolini. Sua pesquisa, informação, avaliação e interpretação percorrem o corpus imenso das obras completas de um inesgotável universo artístico: mais de 16 mil páginas de poemas, romances, contos, crônicas, ensaios, peças, roteiros e cartas, ao lado de 26 filmes, e traduções, desenhos, pinturas, músicas, entrevistas e performances o compõe. Sua riqueza é tão fascinante que os dicionários do futuro estarão incompletos se não incorporarem o adjetivo pasoliniano para definir uma estética de sacralização dos corpos populares, uma moral radicalmente humanista, uma erótica avessa aos disfarces e um estilo de vida libertário, que alimentaram a busca e a arte de Pasolini.
Crítico e escritor, com ampla colaboração na imprensa, publicou diversos livros, entre os quais Da natureza dos monstros (São Paulo: Arte & Ciência, 1999), As sombras móveis (Belo Horizonte: UFMG/midia@rte, 1999) e Segredos (Belo Horizonte: Memória Gráfica, 2001). Professor de Cinema da Escola de Belas Artes, da UFMG, dirigiu os filmes Sexo-verdade (2000), Desdobraduras (2000), Debate (2001) e Prisioneiros do Planeta Ornabi (2002). Coordenou o projeto Animação
Expressionista, com o apoio da FAPEMIG, CAPES e CNPq, tendo concluído,
com uma equipe de animadores da EBA, os curtas A flor do caos (2001) -
Prêmio Projeto Experimental da Secretaria Municipal de Cultura da
Prefeitura de Belo Horizonte; e Selenita acusa! (2001) - Prêmio Estímulo
da Associação Curta Minas/Cemig. Também coordenou
o Grupo de Pesquisa da Discriminação, com dados coletados
e publicados anualmente, desde 1995, no relatório Anti-Semitism
Worldwide, da Tel Aviv University; e o Grupo de Estudos Pasolinianos, desenvolvendo
o projeto Pier Paolo Pasolini: Vida e Obra, dentro de um convênio
da UFMG com a Università degli Studi di Bologna.
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